No dia 27 desse mês eu completo 6 meses em Paris!
Quando penso nas mudanças que aconteceram, no tanto de coisas que já vivi, na minha temporada em Bièvres e no meu encontro com o David, parece que estou aqui há muito tempo! Quando penso que ainda não estou trabalhando, que ainda me sinto longe de ser uma falante da língua francesa, penso que estes 6 meses passaram muito rápido e não estou conseguindo aproveitar direito o tempo...
Estou penando pra conseguir o meu número do seguro social. Vou contar a novela:
Me inscrevi no final de março... quando eles me deram um prazo de três semanas para receber uma correspondência com o meu número provisório...
Neste meio tempo, fiz uma visita rápida ao Brasil e mudei de endereço. Como não tenho um número do seguro social, não poderia mudar o endereço, então minha correspondência chegaria no meu antigo endereço. Quando cheguei do Brasil, minha correspondência estava lá... um envelopão! Eles devolveram todos os meus documentos e o meu processo, porque em um dos formulários eu datei com 2014 ao invés de 2015 :(
No começo de maio voltei lá, e eles deram entrada no processo novamente, com a data consertada. Me deram, novamente, 3 semanas de prazo, mas a correspondência demorou 6 semanas pra chegar. Ainda não veio o raio do número... desta vez, eles queriam que eu preenchesse um formulário de européia inativa (essa gente que não ganha dinheiro: estudante, desempregado ou vagabundo - eu estou nas três categorias no momento!) e mandaram eu levar uma declaração do médico que me acompanha. ***Só pra esclarecer: aqui, você precisa ir a um clínico geral, que vai te encaminhar a um especialista... tirando ginecologista, você tem que passar pelo clínico, que terá todo o seu histórico de saúde e, se você tiver um treco do coração, o hospital sabe a quem recorrer para conseguir o seu histórico. *** Procurei um médico que me atendesse no mesmo dia pela internet. Fui numa médica que adorei, simpática, super atenciosa e ainda falava inglês! Fico feliz de ter dado sorte de tê-la encontrado: Dr Lydie Powell!
Já tem uns 10 dias que atendi mais esta exigência, estou no aguardo das três semanas mais uma vez!
Encontrar um emprego em Paris não é fácil. Não que eu tenha tentado muito... mas o pouco que tentei, até agora, não deu resultado. Não procurei pouco por ser preguiçosa... mas morro de medo de conseguir o emprego pra começar logo e ser dispensada por não ter o número do seguro social (grande chance disso acontecer). Sem este número, acho que só consigo fazer faxina ou tomar conta de crianças. Como adoro crianças, poderia fazer isso sem sacrifício, mas ainda não corri atrás pra fazer acontecer.
Aqui, nos meses de julho e agosto, acontece o fenômeno da migração. Assim como os pássaros que voam para o sul, os franceses se desligam da vida ocupada e corrida e viajam. Lojas, escolas, tudo fecha. Desde junho vinha frequentando uma conversação praticamente gratuita, que eu gosto muito de ir! Infelizmente, eles entraram de férias também! Sem eles, meu francês que já não evolui bem desde o fim das aulas na Sorbonne, estava tendendo a migrar para a terra do nunca!
Para voltar a desenvolver o meu francês, voltei a estudar em uma das poucas escolas que ficam abertas durante o verão: Campus-langues. Estou gostando! Tem aulas todos os dias e estou achando mais focado no desenvolvimento oral, apesar de todos os dias termos um pouco de gramática também.
Nesse tempo que estive 'calada'...
- a minha amadíssima irmã e meu cunhadinho passaram uns dias em Paris para a minha alegria!
- As minhas amigas brasileiras continuam me ajudando a ser mais feliz, com encontros semanais que servem como terapia! Com muito vinho e muitos piqueniques pelos jardins de Paris!!! Agora ganhamos um reforço: a Anaí (que eu conhecia do Rio e que me apresentou pra Cynthia) está passando uns meses aqui!
- O David, meu namorado adorado, me dando muitos motivos pra sorrir!!! S2 (mesmo fazendo sorriso forçado pra estragar as minhas fotos!)
- A Agata continua sendo fonte de muitas gargalhadas e alegrias...
... e a Melinda e o Rafael, como as aves, migraram pro Brasil, me abandonando aqui, em dias de calor de 40 graus!!!
40 graus, nunca pensei!!




